
O Cordeiro venceu Satanás na cruz do Calvário. Não por força ou poder, mas pelo Seu Espírito, pela Sua natureza. Esta é a estratégia de Jesus Cristo.A tática mais freqüente do inimigo é o disfarce refinado. Ele se transforma em anjo de luz, e bem dessa maneira ele hoje se assenta na igreja de Jesus. Isso significa a eliminação da cruz. Quando os crentes são filhos do mundo, e os filhos do mundo são ‘crentes’, não existe mais separação. Que tática vamos usar contra o inimigo? Exatamente o contrário da sua: em vez de disfarce e mentira, a verdade! Examinemos a armadura de Deus: “Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça.” A verdade sempre desmascara a mentira! Se nos disfarçamos para encontrar nosso próximo, quer dizer, se usamos de falta de sinceridade, a confissão dos nossos lábios em relação ao nosso Senhor não tem força porque nossos corações mentem. Este é o terrível espírito do piedoso disfarce na igreja de Jesus: os pecados são cobertos, camuflados, e a inimizade da cruz é embrulhada piedosamente. Mas assim mesmo Jesus é vencedor, e a verdade prevalecerá! Por isso, cingi vossos lombos com a verdade! A prática do discernimento é a arte de distinguir com a maior precisão
à primeira vista. Sem a prática do discernimento, é possível chamar o mal de bem e o bem de mal, a escuridão de claridadee a claridade de escuridão, o amargo de doce e o doce de amargo (Is 5.20). Nem sempre o mal parece mal,nem sempre o bem parece bem. Por isto Deus falou aos sacerdotes “E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro”. (Ez 44.23).
E não para por ai, muitas vezes por não buscarmos orientação em Deus,
muitos tem sofrido por não conseguir discernir entre o falso e o
verdadeiro. O falso é falso. Não é verdadeiro. Mas sempre tem
semelhanças com o verdadeiro, para passar por verdadeiro. Aqui está uma
área de muito risco: Agarrar-se ao falso e deixar escapar o verdadeiro.
Há uma porção de coisas falsas, Exemplo: Falso testemunho (Êx 20.16), falso espírito que se apresenta como se procedesse de Deus (1 Jo 4.1), falsa acusação (Êx 23.7), língua falsa (Pv 21.6), visão falsa (Jr 14.14), falsa humildade (Cl 2.23), falsos irmãos (2 Co 11.26), falsos profetas (Mt 7.15), falsos mestres (2 Pe 2.1) e falsos cristos (Mt 24.24). E oportuno salientar, sobre
a importância de não confundir a nossa própria vontade como se fosse a
de Deus. Pois nem sempre a vontade própria expressa à vontade de Deus.
Muitas vezes uma é contrária à outra. Mas, para justificar-se e acalmar a
consciência, é fácil chamar a vontade própria de vontade de Deus.
Quando não se faz a distinção entre a vontade pessoal e a vontade de
Deus, a desobediência é certa. Por isto, Jesus abordou este assunto
dizendo: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor!Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, queestá nos céus. (Mateus 7:21). A questão da pratica do discernimento é tão necessária no nosso dia a dia, que por não praticá-la tem pessoa que com facilidade, enxerga a falta alheia,
enquanto a falta própria passa despercebida. Não e de admirar que o
salmista orou dizendo: Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. (Sl 19.12).
Porventura, nos momento de nossas orações, não deveríamos expressar
como o salmista? Mas, contraditoriamente somos mestres em somente
apontar as falhas dos outros, sendo que de igual modo falhamos até em
proporções maiores. Há dois elementos que tornam a prática do
discernimento bastante difícil. Um é o pecado, que confunde cega e
cauteriza. O outro é a atuação satânica, que ilude, engana e torna o mal
parecido com o bem. Satanás é capaz de se transformar em anjo de luz (2 Co 11.14).
Portanto, é mais que necessário cada cristão, ter sua vida pratica
desenvolvida a luz da palavra de Deus e constante oração.
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