EFE – 1 hora 38 minutos atrás
Cairo, 12 out (EFE).- A Junta Militar que governa o Egito negou nesta quarta-feira que o Exército tenha atirado contra os manifestantes coptas (cristãos egípcios) durante os distúrbios de domingo passado no Cairo, que deixaram pelo menos 25 mortos.
"Se o Exército tivesse utilizado armas de fogo, as consequências teriam sido desastrosas", afirmou durante entrevista coletiva o porta-voz do Conselho Superior das Forças Armadas, general Adel Emara.
O porta-voz desmentiu de forma taxativa que veículos conduzidos por militares tenham atropelado civis, como denunciaram testemunhas e feridos nos distúrbios, e afirmou que "se isso aconteceu, os responsáveis foram outros".
"Primeiro os manifestantes atacaram os tanques com pedras e depois um civil entrou em um carro para conduzi-lo e passou por cima de veículos e pessoas", acrescentou.
Durante a entrevista coletiva, os militares mostraram vídeos com o objetivo de designar a responsabilidade pela violência a alguns elementos entre os manifestantes.
Emara afirmou que os soldados presentes no edifício da emissora de rádio e televisão egípcia não estavam armados. O porta-voz defendeu que os militares tentaram evitar o confronto com os civis, e por isso retiraram alguns carros blindados do local.
Em uma entrevista cheia de tensão, Emara também acusou certas "personalidades egípcias", sem especificar quais, de incitar à violência para "justificar um pedido de intromissão estrangeira".
Além disso, o general confirmou que foram registrados mortos entre os militares, mas o número de vítimas não foi divulgado para não prejudicar a imagem das Forças Armadas. EFE
"Se o Exército tivesse utilizado armas de fogo, as consequências teriam sido desastrosas", afirmou durante entrevista coletiva o porta-voz do Conselho Superior das Forças Armadas, general Adel Emara.
O porta-voz desmentiu de forma taxativa que veículos conduzidos por militares tenham atropelado civis, como denunciaram testemunhas e feridos nos distúrbios, e afirmou que "se isso aconteceu, os responsáveis foram outros".
"Primeiro os manifestantes atacaram os tanques com pedras e depois um civil entrou em um carro para conduzi-lo e passou por cima de veículos e pessoas", acrescentou.
Durante a entrevista coletiva, os militares mostraram vídeos com o objetivo de designar a responsabilidade pela violência a alguns elementos entre os manifestantes.
Emara afirmou que os soldados presentes no edifício da emissora de rádio e televisão egípcia não estavam armados. O porta-voz defendeu que os militares tentaram evitar o confronto com os civis, e por isso retiraram alguns carros blindados do local.
Em uma entrevista cheia de tensão, Emara também acusou certas "personalidades egípcias", sem especificar quais, de incitar à violência para "justificar um pedido de intromissão estrangeira".
Além disso, o general confirmou que foram registrados mortos entre os militares, mas o número de vítimas não foi divulgado para não prejudicar a imagem das Forças Armadas. EFE
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