Mais
uma fantasia da literatura está em cartaz. Desta vez é a versão
cinematográfica do livro “O Código da Vinci”. Por sua
ideológica trama envolvendo Jesus Cristo, o filme promete alcançar
sucesso de bilheteria.
Mas, quer em livro, quer em filme, é essencial sabermos distinguir o
real do ficcional. Não podemos nos esquecer de que toda a ficção é
intencional, sem compromisso com a verdade, e, na maioria das vezes,
não é ingênua, mas deliberadamente ofensiva. E, mesmo sendo fruto
apenas da imaginação fértil do autor, Dan Brown, nesse caso, sua
flagrante pretensão é confundir os dogmas, as crenças e os valores
milenares do cristianismo.
O
autor constrói uma narrativa com grande poder de entretenimento, mas
perigosamente destrutiva. Desvirtua a história e a identidade de
Jesus Cristo,, tratando-a de modo desrespeitoso e, sobretudo, de
forma antibíblica. Dessa forma, afronta todos os que defendem os
preceitos cristãos como forma de vida.
Considerando
que o tema do filme tem gerado discussão e polêmica, o que sempre
rende bilheteria, vale lembrar que esse autor não serrá o primeiro
nem o último a se tornar milionário graças ao uso de desvairada e
irresponsável imaginação. Além disso, o autor oferece em sua obra
uma miscelânea de esoterismo, recheada de ocultismo e magia que
procuram compensar o excesso de materialismo de nosso tempo.
O
filme oferece ainda algo mais intrigante: centenas de dúvidas sobre
as verdades bíblicas. Narra, entre outras inverdades, um suposto
“caso” de Jesus Cristo com Maria Madalena, que, segundo a fértil
imaginação do autor, seria confirmado pelos manuscritos do Mar
Morto. Não obstante, esses manuscritos nunca terem mencionado tal
fato e,, além disso, foram antecedentes à época de Jesus Cristo e
ao cristianismo. O que eles registram são apenas versões do Velho
Testamento. O público, contudo, poderá ser facilmente enganado por
não saber lidar criticamente com a manipulação da informação.
Como
todo best-seller,a obra literária “O Código da Vinci”,, agora
transformada em filme, foi produzida segundo receita prévia. Deveria
ser uma boa mercadoria,, cujos interesses comerciais precederiam ao
valor artístico, sendo produzido conforme as exigências do mercado,
sem qualquer compromisso com a verdade.
Assim,
o livro e o filme obedecem unicamente ao determinismo do lucro e,
como pano de fundo, disseminam inúmeras ideias destrutivas contra a
figura divina de Jesus Cristo, transformando-o em um homem comum, com
desejos e comportamentos similares a de qualquer mortal. Esse Jesus,
descrito por Brown, não é Deus, mas um homem que em nada se parece
com o Filho do Altíssimo, símbolo do Amor e da Salvação Eterna
para toda a humanidade.
Com
tantas inverdades espalhadas pela obra, é imprescindível, portanto,
duplo cuidado e redobrada atenção para ler ou para assistir a essa
história a respeito da vida de Jesus Cristo, sendo necessário que
estejamos precavidos e munidos de prudência diante do perigo e da
ameaça tanto do livro, como do filme para a fé cristã.
Por:
Josenia Antunes vieira – doutora em Linguística.
Compilado: Folha Universal

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