O Casamento Como Prazer (Por: Roberto Carlos Cruvinel)

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu;...” Cantares 6.3a . Este texto bíblico é realmente lindo e deveria ser vivido na intensidade que parece propor.
Infelizmente vivemos dias em que, para muitos, o casamento é um fardo extremamente pesado. Não raras vezes a mídia trabalha contra a instituição do casamento. São muitos os programas que tratam do divórcio como uma coisa banal, corriqueira e que, em um número espantoso de casos, é necessário, quase que inevitável.
              A grande preocupação é a da aceitação por parte de um grande número de evangélicos de conceitos errados com relação ao casamento. Da efemeridade que muitos atribuem a esta instituição que foi deliberada por Deus.
              Os mesmos discursos que ouvimos entre pessoas que não vivem segundo os princípios bíblicos, onde o casamento é uma experiência falida, fadada ao fracasso, um ajuntamento sem compromisso e que pode alienar a personalidade dos envolvidos e que, portanto, deve ser combatido; discursos que levam em conta simplesmente o apelo sexual, a necessidade biológica ou ainda a atração movida por um sentimento indiscernível que pode e vai esvair-se no desenrolar deste relacionamento monogâmico antinatural (uma vez que existem médicos alardeando nos meios de comunicação que o ser humano deve ter o maior número de parceiros sexuais, pois entendem que este seja o padrão biológico correto, graças a Deus que vivemos, não pelas divagações humanas, mas pela palavra revelada de Deus). Estes mesmos discursos são proclamados em várias reuniões de cristãos, importados do reino da infelicidade mundana.
              Mas porque muitos casais cristãos estão vivendo simplesmente das aparências? Dão-se tão bem no seio da igreja e transfiguram-se no aconchego de seus lares tais quais vulcões em plena erupção?

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