As lições que aprendemos com a vida de Jó
Jó era o homem mais rico do Oriente. Ninguém possuía tanto
gado nem comandava tantos servos e servas. Suas terras sumiam no aguilhão e, no
austro, desapareciam. Nelas, a cultura era diversa e rica. Não bastassem os
regalos materiais, concedera lhe ainda o Senhor uma grande e admirável
sabedoria. No capítulo 31 de seu livro, estampa-se-lhe a formosura do caráter.
O próprio Senhor, quando rebatia a insolência do diabo, deu lhe este
testemunho: "Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante
a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?" (Jó
2.3).
Um dia, porém, o maligno intentou afrontar o Senhor com uma
provável fraqueza de Jó. Conjeturava o adversário residir a piedade do
patriarca nas riquezas que lhe confiara o Senhor. Então, seja ele tocado nos
bens. Que perca a fazenda com as suas novidades. E, assim, apostatará.
Com o silogismo já montado. Com a lógica já ajeitada. E, já
tendo costurado sua premissa, o inimigo vai à presença do Todo-Poderoso, e
incita lhe a ira contra o bondoso homem.
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